Sou casada há dez anos. Vida perfeita aos olhos dos outros: casa em Lisboa, marido engenheiro, eu advogada num escritório chique. Vestidos elegantes, jantares de família, sorrisos falsos. Mas por dentro… Meu Deus, que fogo. Tenho um amante. Chama-se Rui. Encontramo-nos às escondidas, sempre com o coração aos pulos. Hoje de manhã, o meu marido ainda dormia quando saí. ‘Vou cedo ao tribunal’, menti. Ele nem piscou. No elevador, vi a minha aliança a brilhar. Toquei nela, nervosa. E se ele soubesse? A ideia excitava-me mais.
Cheguei ao apartamento dele no Chiado. Portas fechadas, cortinas corridas. ‘Entra, minha puta secreta’, sussurrou ele, puxando-me pela cintura. Beijámo-nos com fome, as línguas a devorar. Senti o pau dele endurecer contra mim. ‘Hoje vais servir-me ao pequeno-almoço’, disse, com aquele tom dominante que me derrete. Meu coração batia tão forte que doía no peito. Sabia o risco: tinha de estar em casa às 8h, senão perguntas. Mas o desejo vencia sempre.
A Rotina Falsa e o Desejo que Queima
Na cozinha, ele sentou-se à mesa. ‘Atar-te, agora.’ Preparei as cordas eu mesma, como sempre. Nó no joelho esquerdo, apertado ao pé da mesa. Deslizei dois dedos para verificar – perfeito. Depois a canela, o outro joelho. Pernas abertas, exposta como uma cadela no cio. Ele sorria, os olhos a queimar-me a pele. As mãos ainda livres, mas sabia que não demorava. Meu cu apertava de excitação. Já estava molhada, a tanga encharcada.
Ele puxou a cadeira. Segurei nas barras de metal por baixo do assento. Clique do primeiro cadeado no pulso esquerdo. Vibrei toda. Segundo clique – presa de vez. ‘Boa rapariga.’ Baixou as calças do pijama. O caralho semi-duro, grosso, à minha frente. Avancei a cadeira, abri a boca. Ele entrou devagar, o cheiro dele a invadir-me. Cabeça encostada à mesa, não podia recuar. O pau roçava o fundo da garganta. Pânico subiu – e se engasgasse? Puxei as cordas, nada. Estava à mercê dele.
O Prazer Proibido e o Regresso à Normalidade
Tossiu de leve. Olhei para cima, confiei. Relaxei. Comecei a chupar, língua a rodar no glande, sugando forte. Ele mexia o café com leite, ignorando-me. O pau crescia na minha boca, enchendo-me. Respiração controlada, garganta a contrair. ‘Esqueceste o mel’, disse de repente, voz seca. Congelei. Tremi de vergonha. Como? Ele recuou, o caralho saiu babado. Levantou-se, pegou no pote, voltou. Agora chupava com fúria: profundas, dentes leves na haste, língua nas bolas. Ele gemia baixo, mas comia calado. Eu era o seu objeto, a sua boca quente.
Alternava: glande inchado contra a bochecha, depois fundo outra vez. Saliva escorria pelo queixo. Sentia o pré-gozo salgado. Ele endureceu todo, pulsando. Mas acabou o pequeno-almoço. Levantou-se sem gozar. Deixou-me ali, sozinha, presa. Punção cruel – o desprezo. Chorei baixinho, o corpo a tremer. Merecia. Dez minutos eternos. Voltei, abriu os cadeados. Soltou as cordas. Abracei-o forte. ‘Obrigada, meu senhor.’ Beijou-me a testa. ‘Agora acalma-te. Fizeste bem.’ O alívio misturado com tesão.
Saí de lá a correr, pernas bambas, boca inchada. No carro, toquei na aliança – contraste delicioso com o sabor dele ainda na língua. Cheguei a casa, marido acordou. ‘Café?’ Sorri, beijei-o. Dentro de mim, o segredo queimava. Amanhã, volto ao escritório como a advogada séria. Mas à noite, sonho com as cordas. Esta dupla vida… vicia-me. O risco de ser apanhada? É o que me faz foder com a alma.