Mensagens Noturnas no Elevador

A tela do celular iluminou o quarto escuro. "Você ainda está acordada?" A mensagem chegou às 23h47, de um número que eu havia salvo como "Vizinho 12B"…

A tela do celular iluminou o quarto escuro. “Você ainda está acordada?” A mensagem chegou às 23h47, de um número que eu havia salvo como “Vizinho 12B” depois de um encontro casual no terraço do prédio.

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Eu sorri no escuro, o polegar pairando sobre o teclado. “Depende. Por quê?” Respondi, sentindo um calor familiar subir pelo ventre. Lucas, o engenheiro que morava dois andares acima, tinha o hábito de mandar mensagens tarde da noite. Conversas que começavam inocentes e terminavam sempre no limite do proibido.

“Acabei de chegar da reunião em São Paulo. O elevador parou no seu andar por engano. Pensei em você.”

Levantei da cama, vestindo apenas uma camisola fina de seda preta que mal cobria as coxas. O apartamento estava silencioso, meu marido dormia profundamente no quarto ao lado depois de um dia exaustivo no escritório. Abri a porta do corredor com cuidado. O elevador estava lá, portas entreabertas, luz amarelada vazando para o hall.

“Desce”, digitei rapidamente. “Ou sobe. Tanto faz.”

A resposta veio em segundos: “Estou descendo. Sem luzes no elevador se você quiser.” Meu coração acelerou. Era arriscado. Meu marido podia acordar a qualquer momento. Mas o perigo era exatamente o que me excitava. A vida dupla que eu construíra nos últimos meses: a esposa dedicada de dia, a mulher faminta de prazer à noite.

Entrei no elevador escuro. As portas se fecharam e a cabine começou a descer lentamente. Senti o perfume dele antes de vê-lo. Madeira e almíscar. Quando a luz de emergência se acendeu fracamente, Lucas estava encostado na parede oposta, gravata afrouxada, camisa com os primeiros botões abertos. Seus olhos castanhos me percorreram de cima a baixo.

“Você veio”, murmurou ele, a voz grave ecoando no espaço pequeno.

“Você também.” Dei um passo à frente. O elevador parou entre o oitavo e o sétimo andar com um solavanco suave. Alguém devia ter chamado de outro pavimento, mas ninguém entrou. Ficamos ali, suspensos.

Ele se aproximou devagar, como se quisesse prolongar o momento. Sua mão tocou meu braço nu, subindo até o ombro. “Sua pele está quente.”

Eu não respondi com palavras. Em vez disso, peguei sua mão e a guiei para baixo da camisola. Quando seus dedos encontraram minha intimidade já úmida, ele soltou um suspiro rouco. “Caralho, Clara… você não está usando nada por baixo.”

Seus dedos deslizaram entre meus lábios, encontrando o ponto inchado que pulsava por atenção. Eu mordi o lábio para não gemer alto. O elevador voltou a se mover, descendo mais um andar. O risco de alguém entrar aumentava a cada segundo, e isso só me deixava mais molhada.

Lucas me pressionou contra a parede fria de metal. Sua boca encontrou meu pescoço, mordendo de leve enquanto dois dedos entravam em mim com facilidade. Meu corpo reagiu imediatamente, contraindo ao redor dele. Eu agarrei sua camisa, sentindo o calor do peito musculoso por baixo do tecido.

“Quero sentir você”, sussurrei no ouvido dele. Minhas mãos desceram para o cinto, abrindo-o com pressa. O pau dele saltou duro e latejante para minha palma. Era grosso, a cabeça brilhando de excitação. Comecei a masturbá-lo devagar, espalhando o líquido pré-ejaculatório pela extensão.

O elevador parou no térreo. Ouvimos vozes do lado de fora. Alguém chamando o elevador. Lucas apertou o botão de emergência, parando a cabine entre andares novamente. O alarme soou baixo, mas ele o ignorou. Ajoelhou-se rapidamente, levantando minha camisola até a cintura.

Sua língua atacou meu clitóris com fome. Lambidas longas e lentas alternadas com sucções precisas. Meus joelhos fraquejaram. Segurei na barra de apoio, a cabeça jogada para trás. Os sons molhados de sua boca preenchiam o espaço pequeno. Eu estava perto, muito perto.

“Lucas… porra… não para”, murmurei, a voz entrecortada. Ele introduziu dois dedos novamente, curvando-os para atingir aquele ponto interno que me fazia ver estrelas. O orgasmo me atingiu como uma onda violenta. Mordi o próprio braço para abafar o grito que queria escapar.

Ele se levantou, o queixo brilhando com meus fluidos. Virou-me de costas contra a parede, levantando uma de minhas pernas. Senti a cabeça grossa do pau roçando minha entrada encharcada. Com um movimento firme, ele entrou inteiro. O gemido que escapou de nós dois foi simultâneo.

Ele me fodia com estocadas profundas e ritmadas. O som de pele contra pele ecoava no elevador. Cada vez que ele entrava completamente, eu sentia suas bolas batendo contra mim. Sua mão cobriu minha boca quando meus gemidos ficaram mais altos.

“Shhh… alguém pode ouvir”, sussurrou ele, mas não diminuiu o ritmo. Pelo contrário. As estocadas ficaram mais fortes, mais urgentes. Eu empinava a bunda contra ele, querendo mais, querendo tudo.

O prazer subia novamente. Meu segundo orgasmo veio mais intenso, contraindo meu interior ao redor do pau dele. Lucas praguejou baixinho, acelerando. Senti quando ele gozou, pulsando dentro de mim, enchendo-me com jatos quentes. Ficamos assim por alguns segundos, ofegantes, conectados.

Ele saiu devagar, o sêmen escorrendo pela minha coxa. Ajustei a camisola enquanto ele arrumava as roupas. O elevador voltou a funcionar quando ele soltou o botão de emergência. Subimos em silêncio, trocando olhares cúmplices.

No meu andar, antes de sair, ele me puxou para um beijo rápido e profundo. “Amanhã à meia-noite. No terraço.”

Assenti, as pernas ainda trêmulas. Voltei para o apartamento em silêncio. Meu marido continuava dormindo, alheio a tudo. Deitei ao lado dele, o corpo ainda vibrando com o prazer proibido. Peguei o celular uma última vez.

“Combinado. Traga a corda que você mencionou da última vez.”

Enviei e sorri no escuro, sabendo que a noite seguinte seria ainda mais intensa.

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