Mensagens que Acordam o Desejo

Uma troca de mensagens no fim de tarde leva a um encontro inesperado no apartamento. O que começa como curiosidade vira uma noite intensa de prazer e…

A tela do celular piscou novamente. “Você ainda está acordado?” A mensagem chegou pouco depois das dez da noite, enquanto eu terminava um relatório no sofá do meu apartamento no centro de Lisboa. O nome era Lucas, um rapaz de 26 anos que eu tinha conhecido num evento de networking há duas semanas. Ele trabalhava como designer numa agência perto do Chiado e tínhamos trocado números quase por brincadeira.

💸Torna-te modelo webcamMais de 50% dos ganhos · Pagamentos diários · 60 M de visitas/diaSaber mais →

Respondi rápido: “Sim, ainda a trabalhar. E tu?” A resposta veio em segundos: “Não consigo dormir. Fiquei a pensar naquela conversa que tivemos sobre desejos que a gente esconde. Queres continuar?” Sorri sozinho, sentindo um calor subir pelo peito. Lucas era direto, mas com um toque tímido que me intrigava. “Podes contar mais. O que escondes tu?” digitei.

Ele enviou uma foto borrada do seu reflexo no espelho do quarto, camisa aberta, peito definido pela luz fraca. “Escondo que gosto de homens como tu. Maduros, focados, que sabem o que querem. E tu?” Meu coração acelerou. Eu, aos 31 anos, com um emprego estável numa empresa de consultoria, nunca tinha sido tão explícito por mensagem. “Gosto de ver um homem render-se ao prazer. Devagar, sem pressa.”

As mensagens fluíram durante quase uma hora. Ele confessou que morava sozinho num pequeno estúdio em Alfama, que tinha acabado de sair de um relacionamento longo com uma mulher e que, desde então, não parava de imaginar cenários novos. Eu contei que vivia entre viagens de trabalho e noites solitárias, que o corpo dele na foto me tinha deixado curioso. “Queres vir até cá?” perguntou por fim. “Agora?” respondi. “Sim. Trago vinho.”

Cheguei ao prédio dele meia hora depois. O elevador antigo rangeu até ao terceiro andar. Lucas abriu a porta descalço, de calças de ganga soltas e t-shirt justa. Tinha o cabelo escuro despenteado e um sorriso nervoso que o tornava ainda mais atraente. “Não esperava que viesses mesmo,” disse ele, fechando a porta atrás de mim. O apartamento cheirava a café fresco e a incenso suave. Pus a garrafa de tinto sobre a mesa baixa da sala pequena.

Sentámo-nos no sofá. Bebemos o primeiro copo em silêncio, trocando olhares. Ele quebrou o gelo: “Aquilo que escrevi… não era só para excitar. Eu quero mesmo experimentar. Contigo.” Pus o copo de lado e aproximei-me. Toquei-lhe o rosto, sentindo a barba rala. Ele fechou os olhos e inclinou-se. O beijo começou lento, línguas que se descobriam com cuidado, depois ganhou fome. As mãos dele subiram pelas minhas costas, puxando-me contra si.

Levantei-me e puxei-o para o quarto. A cama era larga, coberta por lençóis brancos. Tirei-lhe a t-shirt devagar, beijando o pescoço, o peito, descendo até ao umbigo. Lucas respirava pesado, gemendo baixo quando abri o botão das calças dele. O membro já estava duro, marcado na cueca cinzenta. Ajoelhei-me e libertei-o, passando a língua pela cabeça inchada antes de o tomar na boca. Ele agarrou-me o cabelo, murmurando “Porra, que bom…” com a voz rouca.

Não demorou muito até estarmos os dois nus. Virei-o de bruços sobre a cama e explorei cada centímetro com a boca e as mãos. Ele arqueava as costas, oferecendo-se sem vergonha. Quando o preparei com os dedos, lubrificados pelo gel que ele tinha deixado na mesa de cabeceira, Lucas pedia mais, a voz entrecortada. Entrei nele devagar, sentindo o calor apertado que me envolvia. Movia-me com ritmo, segurando-lhe as ancas, ouvindo os gemidos que enchiam o quarto pequeno.

Ele virou-se de frente, pernas enroladas na minha cintura. Olhávamo-nos nos olhos enquanto eu entrava mais fundo. O suor brilhava na pele dele, o peito subia e descia rápido. “Mais forte,” pediu. Acelerei, sentindo o prazer crescer. Lucas tocava-se ao mesmo tempo, o punho movendo-se no mesmo compasso. Quando ele gozou, o esperma quente salpicou o abdómen definido, contraindo-se à minha volta. Isso levou-me ao limite. Gozei dentro dele com um grunhido longo, enchendo-o enquanto tremia.

Ficámos assim um tempo, ofegantes, colados. Depois ele sorriu, passando os dedos pelo meu peito. “Quero repetir,” disse baixinho. Levantei-me, fui buscar água à cozinha. Quando voltei, ele estava de lado, exibindo o corpo ainda excitado. Beijei-o novamente, desta vez com calma. Virou-se de quatro, olhando por cima do ombro. Entrei outra vez, agora com mais confiança, sentindo como ele se adaptava perfeitamente a mim.

A segunda vez foi mais longa, mais intensa. Mudei de posição várias vezes, experimentando ângulos que o faziam gemer mais alto. No final, ele gozou outra vez sem tocar-se, o corpo sacudido por espasmos. Eu retirei-me e terminei no peito dele, marcando a pele morna. Limpámo-nos com uma toalha, rindo baixinho da fome que tínhamos um do outro.

Deitados lado a lado, ele pegou no telemóvel. “Já são quase quatro da manhã,” comentou. “Ficas até de manhã?” Perguntou com um olhar que misturava desejo e algo mais suave. Concordei. Preparamos um lanche rápido na cozinha minúscula, com pão, queijo e mais vinho. Conversámos sobre trabalho, sobre viagens que queríamos fazer, sobre como nenhum de nós esperava que uma simples troca de mensagens acabasse assim.

De volta à cama, adormecemos enroscados. Acordei com a luz do dia a entrar pela janela. Lucas ainda dormia, o rosto relaxado, o corpo marcado pelas nossas mãos. Levantei-me sem fazer barulho, preparei café. Quando ele apareceu na cozinha, só de boxers, sorriu ao ver a chávena pronta. Bebemos em silêncio, trocando olhares cúmplices.

Antes de sair, ele puxou-me para um último beijo longo. “Manda mensagem quando quiseres repetir,” disse. Desci as escadas de Alfama com o corpo cansado e a mente cheia de imagens da noite. O telemóvel vibrou no bolso. Era ele: “Já estou a pensar na próxima vez.” Sorri e respondi enquanto caminhava pela rua estreita: “Eu também.”

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *