Sou a Ana, casada com o Paulo há dois anos. Temos uma casa nova num loteamento tranquilo, tudo arrumadinho. Trabalho de manhãs na loja de roupa, ele das sete às dezassete na fábrica ali perto. Às terças, vou aos ateliers de artesanato: bordado, pintura em seda… É o meu escape. O animador, o Gilles, é alto, moreno, com mãos fortes. No início, era só conversa. ‘Precisas de ajuda?’, dizia ele, tocando-me o braço. O coração acelerava. Em casa, o Paulo põe a mesa, espera-me. Eu chego atrasada, cheirando a tinta e… a ele.
O Paulo começou a estranhar. ‘Onde andaste?’ Eu: ‘Ajudei a arrumar, foi a minha vez.’ Ele franze a testa, mas eu sorrio, beijo-o. No fundo, sinto culpa, mas o formigueiro na barriga é mais forte. Quinta-feira, ele joga ténis das dezoito às vinte. Perfeito. O Gilles propôs lições em casa para ‘recuperar’. ‘Só três sessões’, disse. O Paulo resmungou: ‘Não confio nele.’ Eu: ‘Estás a ser parvo, é só artesanato.’ Mas por dentro, tremia de excitação. O risco… a aliança no dedo a brilhar enquanto imagino as mãos dele em mim.
A Rotina Perfeita e o Desejo Escondido
Quinta passada, pus a toalha na mesa da sala, materiais espalhados. O Paulo sai, beija-me: ‘Não demoro.’ Eu aceno, coração aos pulos. Cinco minutos depois, o Gilles bate à porta das traseiras. Entra, olhos famintos. ‘Pronta para a lição?’ Encosta-se a mim, cheiro a homem, suor leve. Eu desenho no plástico, ele guia a minha mão. ‘Assim…’, a dele nos meus rins. Sinto-o endurecer contra mim. Viro-me, olhares cruzam-se. ‘Ana, queres mesmo isto?’ Hesito: ‘Sim… mas rápido, ele volta.’ Beija-me, língua quente, mãos no rabo. Desabotoa-me a blusa, apalpa os seios. ‘Que tetas duras.’ Gemo baixo, culpa e tesão misturados.
O Encontro Explosivo e o Regresso ao Disfarce
Empurra-me contra a mesa, arranca a saia. ‘De joelhos.’ Obedeço, zipper baixo, caralho grosso salta. Engulo, chupo forte, bolas na boca. Ele geme: ‘Caralho, Ana, és uma puta casada.’ Levanta-me, deito-me na mesa, pernas abertas. Ele lambe a cona, dedos dentro, molhada já. ‘Estás ensopada, safada.’ ‘Fode-me, rápido!’ Ele enfia, pau latejante, fundo. Bato com os calcanhares nas costas dele, unhas cravadas. ‘Mais forte, Gilles!’ Ele martela, mesa range, cona apertando. ‘Vais gozar, puta?’ ‘Sim… ai!’ Gozo tremendo, ele puxa, goza na barriga, quente, espesso. Limpamos com toalhas, riso nervoso. ‘Sem palavra, hein?’ Beijo rápido, ele sai pela porta das traseiras.
Arrumei tudo em pânico, lavei-me, perfume. O Paulo chega: ‘Bom ténis?’ ‘Sim, amor.’ Sorrio, mas o coração ainda galopa. Janto, conversa banal. Na cama, ele quer, mas eu viro: ‘Cansada.’ Por dentro, revivo: o pau dele, o risco, a aliança fria no dedo quente de tesão. Amanhã, volto ao trabalho, esposa perfeita. Mas sei o segredo: sou duas. A certinha e a vadia que adora o perigo. Quinta que vem? Já penso nisso. Culpa? Pouca. Excitação? Toda. É a minha dupla vida, e vicia.