Confissão: A Minha Dupla Vida com o Motard na Loja de Lãs

Sou a Ana, casada há dez anos, vida certinha. De dia, atendo na minha loja de lãs angorá e mohair aqui em Lisboa, no Chiado. O marido trabalha no banco, jantares em família, aliança a brilhar no dedo. Mas por dentro… sinto falta de fogo. Ontem, março chuvoso, ouço uma moto parar à porta. Entra um tipo alto, olhos azuis elétricos, couro negro colado ao corpo. ‘Procuro algo quente para a minha miúda’, diz, com sotaque do norte. Rio, nervosa. ‘Frio aí debaixo do couro? Ou é para ela aquecer-te a ti?’ Ele sorri, malandro. Olha-me de cima a baixo, para o meu cardigã cinzento de angorá que me molda os seios. Sinto o coração aos pulos. Toquei-lhe um pulôver mohair preto. ‘Sente isto, é de cabra angorá, suave como pele.’ As mãos dele mergulham na lã, demoram-se. Eu… divorciada não, casada, mas aborrecida. Ele é gato, vinte e poucos, pau já duro nas calças. ‘Tamanho dela? Como eu?’ Pergunto, voz tremida. ‘Como tu, mas tu… mais peituda.’ Meu Deus, a adrenalina. Fecho a porta, baixo a grade. ‘Vem ver melhor.’ Atrás do biombo, enfio o mohair. Ele aproxima-se, pega-me pela cintura. ‘As tuas lábios são tão macios como isto?’ Beija-me devagar, língua quente, mãos nos meus quadris. Sinto o caralho dele contra mim, rígido. Meu marido espera-me em casa para o jantar. Mas aqui, o risco excita-me.

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