Eu sou a Inês, 28 anos, casada com o João há cinco. Vida perfeita em Lisboa: emprego em TI, casa arrumadinha, jantares em família. Mas tenho uma dupla vida que me consome. O meu irmão adotivo, o Miguel, crescemos juntos desde miúdos, criados pelo tio Oscar no seu barco comercial, o ‘Sopro Estelar’. O tio morreu há um mês, num acidente suspeito no mar – explosão na lancha dele. Herdeiro o barco connosco os dois. Agora, fazemos viagens curtas, comerciais discretas, para não levantar suspeitas. Mas o confinamento no barco… acorda demónios.
Hoje, regressamos de uma entrega no sector Dragan, uma colónia isolada. Seis semanas sem pisar terra decente. O Miguel pilotou como um louco, manobra proibida entre ondas, para despistar quem nos persegue – os mesmos que mataram o tio, tenho a certeza. ‘Esconde os registos, Inês’, pediu ele, voz rouca. Eu, a hacker, alterei os logs. Coração aos saltos. Olho para a minha aliança a brilhar no dedo, enquanto as mãos dele tremem no controlo. Somos ‘irmão e irmã’ para o mundo, mas não há sangue. O desejo ferve há semanas. Treinos de luta no convés viram toques quentes, olhares rubi nos meus olhos verdes. ‘Achas que o tio sabia?’, pergunto, voz baixa. ‘Sabe-se lá. Mas agora somos só nós.’ Silêncio pesado. Sinto a humidade entre as pernas só de o ver suado, olhos faiscando.
A Tensão do Segredo no Confínio do Mar
A proa do barco balança. Estamos sós na ponte, a atracar em breve. ‘Não devíamos…’, murmuro, mas ele aproxima-se. Cheiro a sal e macho. Mãos dele na minha cintura, puxa-me contra o peito duro. ‘Para, Inês. Eu sei que queres.’ Beijo urgente, línguas a devorar. Rasga a minha blusa, sutiã voa. Tetões livres, mamilos duros como pedras. Ele chupa um, forte, eu gemo. ‘Caralho, Miguel, o risco…’ Ponte aberta ao mar, qualquer navio pode ver. Mas isso excita mais. Desabotoa as calças, pauzão salta, grosso, veias pulsantes, cabeça roxa molhada. ‘Chupa-me’, ordena. Ajoelho, engulo até à garganta, saliva escorrendo. Ele geme, fode a minha boca. ‘Boa putinha secreta.’ Levanto-me, viro-me na consola, saia subida. Cueca rasgada. ‘Meta na minha cona, já!’ Ele enfia de uma, fundo, estica-me toda. ‘Que cona apertada, mana.’ Bomba sem dó, mão na minha boca para calar gritos. Aliança roça no metal frio, coração explode. ‘Mais forte, fode-me como cão!’ Ele agarra os cabelos, mete como pistão, bolas batem no cu. Sinto-o inchar, ‘Vou gozar dentro!’ ‘Sim, enche-me de porra!’ Jorra quente, cona transborda. Eu viro, trepadeira nele, gozo tremendo, unhas nas costas.
Desligamos tudo em pânico. Limpamos o caos, suor e sêmen. ‘Vai para casa, como se nada.’, diz ele, beijo rápido. Regresso a Lisboa de comboio, pernas bambas, porra a pingar na calcinha. João beija-me à noite: ‘Boa viagem?’ Sorrio, ‘Perfeita.’ Deito-me, toco-me pensando no pau dele, no risco. Ninguém sabe. O tio talvez adivinhasse. Somos caçados, mas este segredo arde mais. Amanhã, nova viagem. Mais fome. Esta dupla vida… vicia-me.