Eu sou a Inês, 35 anos, casada há dez com o João, advogado como eu. Vida impecável: casa em Lisboa, jantares de família, yoga às manhãs. Ninguém imagina a minha outra cara. Adoro o risco, o segredo que me faz pulsar. Ontem, no casamento da minha prima, tudo explodiu de novo. A Clara, mulher do primo Paulo, recém-casados. Vi-a entrar, vestido justo, sorriso tímido. Senti o coração acelerar. A aliança no meu dedo brilhava, mas os meus olhos devoravam as curvas dela.
Durante o jantar, fricionei-lhe o pé por baixo da mesa. Inocente, claro. Ela corou, mas não recuou. O cavalheiro ao meu lado tentou apalpar-me a coxa. ‘Com essa saia curta, deves ser safada’, disse. Ri por dentro. Safada sim, mas não como pensas. Mais tarde, slows. Luzes apagadas. Paulo adormecera no sofá, bêbado. ‘Vem dançar’, disse-lhe. Abracei-a forte, pretextando o vinho. As minhas mãos desceram às nádegas dela, traçando o elástico da cueca. ‘Não usas fio dental?’, sussurrei. Ela apertou-me mais: ‘Hoje não. Comporta-te!’. Mas as minhas mãos subiram ao top, desabotoei o soutien. Toquei os seios, pesados, quentes. Ela gemeu baixo: ‘Insuficiente…’. Desci a cueca dela até aos tornozelos. ‘Levanta o pé’. Ela obedeceu. ‘Está encharcada, malandra’. Guardei-a na saia. As minhas mãos livres nas nádegas nuas. Ela revidou, descobriu o meu fio dental. ‘Eu também tiro o teu’. Desceu-o num gesto. ‘Molhado igual’. Dançávamos coladas, mãos em todo o lado. Ela apalpou os meus seios pequenos: ‘Adoro os mamilos duros’. Beijámo-nos, línguas urgentes. ‘Temos de parar, a luz!’, avisou o DJ.
A Rotina Perfeita e o Chamado do Desejo
Saímos para o ar livre. Lua fraca no jardim. Mão na mão até um banco isolado. Abracei-a, beijos vorazes. A minha mão subiu pela coxa, ela abriu as pernas: ‘Exageras…’. Toquei os pelos pubianos, úmidos. Ecos de culpa: o João espera-me em casa. Mas o clitóris dela latejava. Introduzi um dedo, dois. Ela arqueou: ‘Só as que querem, né?’. Guiei a mão dela à minha cona ensopada. ‘Toca’. Dedos dela dentro de mim, ritmados. ‘Deita-te, abre as pernas’. Ela obedeceu. Enterrei a cara na boceta dela, cheiro almiscarado, salgado. Língua no clitóris, chupando forte. ‘Não pode ser… Vou gozar com uma mulher! Ahhh!’. Gozou tremendo, sucos na minha boca. Troca: ela lambeu-me voraz, dedos fodendo-me rápido. Segurei os gemidos, o coração aos saltos. Gozei na boca dela, pernas a tremer.
Voltámos à festa, cuecas escondidas nos sacos. Paulo acordara, levou-nos de carro. Atrás, deitadas, recomeçámos. Ela meteu a cabeça debaixo da minha saia, língua na cona. ‘Estão doidas?’, perguntou ele. ‘Está tudo bem’, gemi eu, gozando no banco. Dedos meus na dela, ela cou a gemer. Paulo nada viu. Cheguei a casa, beijei o João, cheiro a sexo nela ainda na pele. Banho rápido, sorriso culpado no espelho. Amanhã, trabalho normal. Mas o segredo queima. Imagino contar à Clara: ‘Vem cá enquanto ele viaja’. Ela liga já, viciada. Eu vivo duas vidas: a senhora perfeita e a puta secreta. O risco? Faz-me molhar só de pensar. Quem diria que a aliança no dedo esconde isto?