Chamo-me Ana. Tenho 35 anos, casada há 10 com o João, um homem estável, amoroso. Trabalho como advogada num escritório chique em Lisboa. Vida perfeita, não? Casa arrumadinha nos subúrbios, jantares em família, yoga aos sábados. Mas… há um ano, ganhei um sorteio online. Um ovo vibrador e um bilhete para o salão erótico. Achei piada, fui. Atrás da porta B, um mundo novo. Homens ricos, mulheres como eu, famintas. Ganhei no sorteio de novo: pareado com um moreno alto, olhos castanhos, fato caro. Dominante. Mandou-me despir. Attachou-me à porta com correias de couro. Eu, nua, aliança brilhando no dedo, coração aos pulos. Ele nem tocou naquilo. Só olhava. ‘Puta casada’, disse com sotaque inglês leve. Molhei toda.
Desde então, silêncio. Um ano. Ontem, pacotinho na porta. Outro ovo vibrador, roxo. Sem controlo remoto. Sei que é ele. O João no trabalho, eu a tremer. ‘Vou só ver’, minto-me. Faço análises de sangue, depilação total. Chego ao salão, porta B. O segurança escaneia: bip. Dentro, champagne, elite. Ele lá, ignorando-me. Sorteio: vibra no meu interior. Bracelete verde acende nele. ‘Sê boa’, sussurra ao passar. Atrás do cortinado, mesa. Attacham-me os pulsos com algemas reais. Doem. Ele come sushi, alimenta-me com pauzinhos. Olhos fixos nos meus. ‘Queres a minha pila? Pede.’ Hesito. Aliança pesa. ‘Sim, senhor.’ Ele ri.
A Rotina Perfeita e o Chamado do Pecado
Levanta-me, arrasta pelo corredor. Loge escura. ‘Ajoelha.’ Chupo-lhe a pila mole, ele no telemóvel. Endurece na boca. Goza, manda engolir. ‘Vai-te.’ Saio, pernas bambas, ovo a pulsar fraco. No salão, bebo champagne. Volto para casa, bus lotado, cyprina a escorrer pela coxa. O João: ‘Jantar pronto?’ Sorrio, beijo-o. No chuveiro, toco-me, gozo lembrando as algemas contra a minha aliança fria.
Hoje, marca vermelha no pulso. Cubro com manga. No escritório, penso nele. Coração acelera só de imaginar. Casada, fiel na rua. Puta no escuro. O risco? Ser apanhada pelo João, família. Mas isso excita-me mais. Já quero o próximo pacote. Ele sabe. Eu sei. O segredo arde dentro de mim, molha-me toda. Vida dupla? A melhor droga.