Sou a Inês, 28 anos, casada com o Miguel há cinco. Vida perfeita de fachada: emprego estável em Lisboa como gestora, casa arrumadinha nos subúrbios, jantares em família. Mas por dentro… ai, por dentro queimo. Adoro o segredo, o risco de tudo explodir. Há semanas que olho para o Luís, amigo do Paulo e da Ana, os meus melhores amigos. Ele tem 50, maduro, daqueles que me fazem lembrar um professor que me deixava molhada na escola. Não analiso, só sinto. O Paulo e a Ana são o casal ideal, juntos há 20 anos, ainda se devoram com os olhos. Ver-lhes dá esperança… mas também inveja.
Hoje fomos passear no Alentejo, perto de Évora. Ar puro, trilhos, almoço num tasco rural. No regresso, carro do Paulo. Ele ao volante, Ana ao lado a adormecer. Eu e o Luís atrás. Uma hora de estrada escura. Cansaço bom. Sem avisar, deito-me, ponho a cabeça nas coxas dele. ‘Tudo bem?’, murmura ele baixo. ‘Sim… só descanso’, respondo, voz tremida. A mão dele na minha omoplata. Inofensiva. Mas o meu coração acelera. Sinto o anel de casada roçar na perna dele. Contraste brutal: promessa ao Miguel, e aqui, este fogo. Movimentos subtis, rolo a cabeça devagar. Desço para o ventre. Sinto a bossa. O caralho dele a endurecer contra a nuca. Meu Deus, e se o Paulo vê no retrovisor? Adrenalina pura. Ele não me para. Eu insisto, roçando mais. Ele cresce, empurra-me. Volto o rosto, encosto à braguette. Tecido tenso. Cheiro a homem. Minha boceta já pinga.