Estou atrasada. Corro pelos corredores do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, o coração aos pulos. Evito esbarrar nos turistas. Sou a Ana, casada há dez anos, mãe de dois, guia cultural impecável. Vestido conservador, salto baixo, aliança no dedo a brilhar. Mas por dentro… por dentro queimo.
Chego ao grupo, umas trinta pessoas. Ele está lá, no fundo. O homem cego que vem sempre às minhas visitas. Chamemo-lo de Miguel. Voz grave, cana branca na mão. Ninguém suspeita que é o meu amante. Começo a falar do Jardim das Delícias, painel medieval cheio de volúpia. “Um jardim fechado, cheio de frutas, flores… símbolos de desejo puro.” A minha voz treme um pouco. Olho para ele. Sabe que falo para nós.
A Tensão Crescente na Visita Guiada
“Vejam a senhora no banho, nua, olhos virados para fora, à espera do amante.” O meu clítoris pulsa. Imagino-nos ali, no jardim. Ele não vê, mas sente-me. Lembro a última vez: a mão dele na minha coxa, debaixo da saia, enquanto o grupo aplaudia. Hoje, o risco é maior. O meu marido espera-me em casa para o jantar. Mas o desejo vence.
Sinto o perfume dele, misturado ao cheiro de pedra antiga. Gotas de suor escorrem-me pelo decote. Falo do Castelo do Amor: “Dois cavaleiros lutam pela donzela, penetram o castelo… símbolo do corpo da amada.” As palavras saem roucas. Ele sorri, imperceptível. A minha cona molha as cuecas. Aliança fria contra a pele quente. Como é possível esta vida dupla? Profissional de dia, puta secreta à noite.
A visita acaba. Aplausos. Aproximo-me dele, disfarçando. “Precisa de ajuda para a saída?” murmuro. Ele acena. Chamo um guarda, mas levo-o por um corredor lateral, supostamente mais curto. Empurro-o para uma sala de reservas, escura, tapetes medievais empilhados. Fecho a porta. “Rápido, Miguel. O meu marido…”
O Encontro Explosivo e o Regresso à Rotina
Ele ri baixo. “Sinto o teu cheiro, Ana. Molhada.” Puxa-me contra si. Beija-me com fome, língua invasora. As mãos dele nas minhas tetas, apertam os mamilos duros através do sutiã. Eu gemo. “Tira a saia”, ordena. Obedeço, cuecas encharcadas na mão dele. Ele enfia dois dedos na minha cona, bombeia rápido. “Estás a pingar, puta casada.”
ajoelho-me. Desabotoo-lhe as calças. O caralho dele salta, grosso, veias pulsantes. Chupo com urgência, bolas na boca, saliva escorrendo. Ele agarra o meu cabelo. “Mais fundo.” Engasgo, mas adoro. Levanto-me, viro-me contra a parede. “Fode-me agora.” Ele entra de rompante, sem preservativo. A cona estala, enche-se. Bato contra ele, rijo. A aliança roça a parede fria. Coração explode. “Mais forte!” grito baixo. Ele soca, mão na boca para abafar gemidos. Sinto o gozo vir, ondas. Ele goza dentro, jato quente a encher-me.
Respiração pesada. Limpamo-nos com lenços. Ajusto a saia, aliança de volta ao lugar. “Vai primeiro”, digo. Ele sai, cana a tatear. Eu espero, cheiro a sexo no ar. Saio minutos depois, sorriso profissional. No carro, para casa. O marido beija-me: “Boa visita?” “Perfeita”, sorrio. Deito-me na cama, cona ainda latejante, esperma dele dentro. Amanhã, outra visita. Outro risco. Adoro esta dupla vida. O segredo é o meu afrodisíaco.