Eu sou a Ana, 35 anos, casada há 10 com o Miguel, um tipo calmo, engenheiro. Trabalho num escritório em Lisboa, vida organizada, jantares em família, yoga aos sábados. Mas ninguém sabe da minha outra vida. Aquela que me faz o coração bater como um tambor. Encontrei o João online, num site discreto. Ele tem 52, viúvo, daqueles homens experientes que sabem o que querem. Combinámos tudo por mensagens: hotel na periferia, eu dizia ao marido que tinha reunião com clientes. ‘Volto às 10h, amor’, menti esta manhã, beijando-o na boca. O meu anel de casada brilha no dedo, e eu sinto um aperto no peito. Culpa? Um bocadinho. Mas o desejo é mais forte. Dirigi até ao hotel, pernas a tremer. Estacionei longe, capuz da sweatshirt puxado. Sala 204. Bati três vezes, suave.
Ele abriu. Alto, grisalho, olhos famintos. ‘Entra, Ana.’ A porta fechou com um clique que ecoou na minha cabeça. Quarto simples, limpo: cama grande com lençóis bege, casa de banho minúscula, ar quente a sufocar. Ele já estava de cuecas, o volume visível. Sentei-me na cadeira junto à janela, cortinas corridas. ‘Tens a certeza? O teu marido…’ Ele sorri, provocador. Acendi um cigarro, mãos a tremer. ‘Não fales nele. Isso excita-me mais.’ Contei-lhe da minha rotina chata, do sexo morno com o Miguel, sem orgasmos. Ele ouvia, despindo-se devagar. O pau dele, duro, grosso, apontado para mim. Meu Deus, o contraste: o meu anel frio contra a pele quente dele quando toquei. ‘Masturba-te para mim’, pedi, voz rouca. Ele obedeceu, de pé, punho a subir e descer. Eu abri as pernas, levantei a saia, retirei as cuecas de renda. Dedos na cona molhada, já escorrendo. Olhávamo-nos, gemendo baixo. ‘Mais rápido, caralho, mostra-me como gozas.’ O risco: e se alguém ouve? O rececionista? Meu coração martelava.
A Mentira que Inicia Tudo
Não aguentei. Levantei-me, ajoelhei. Chupei-o fundo, saliva a escorrer, ele agarrou o meu cabelo. ‘Fode a minha boca, João.’ Ele empurrou, forte, até à garganta. Depois, deitei-me na cama, pernas abertas. ‘Enfia esse caralho todo.’ Ele entrou de uma vez, rasgando-me, pau latejante a bater no fundo. ‘Estás tão apertada, puta casada.’ Fodia-me rápido, urgente – eu tinha de voltar antes do jantar. Mão na minha garganta, leve, outro no clitóris. ‘Goza para mim, grita.’ Eu mordi o lábio, mas escapei: ‘AI, fode mais, vai, enche-me de porra!’ O quarto cheirava a sexo, suor. Ele acelerou, bolas a bater na minha pele. ‘Vou gozar, Ana!’ Puxei-o para fora, abri a boca. Jatos quentes no rosto, na língua, escorrendo pelo queixo. Eu gozei também, cona a pulsar, pernas a tremer. Limpámo-nos à pressa na casa de banho, risos nervosos.
‘Foi incrível’, disse ele, beijando-me. ‘Quarta-feira?’ ‘Talvez.’ Vesti-me rápido, maquiagem borrada, porra ainda no cabelo. Olhei o espelho: cara de quem foi fodida bem. Desci as escadas, coração aos saltos – e se me vissem? No carro, limpei o rosto, pus batom. Liguei ao Miguel: ‘Reunião ótima, chego já.’ Janto normal, ele a falar do dia. Eu sorrio, cona ainda sensível, porra seca na pele. O segredo arde dentro de mim. Amanhã, yoga, trabalho. Mas já penso no próximo. Esta dupla vida… vicia. Culpada? Nem por isso. Excita-me pra caralho.