Eu sou a Ana, 38 anos, casada há 15 com o João, gerente de banco em Amery. De dia, sou a advogada impecável, saias justas, cabelo apanhado, aliança brilhando no dedo. Chego a casa às 19h, janto com ele, conversamos sobre o trabalho. Ele adormece no sofá, ronca baixinho. Eu sorrio, beijo-lhe a testa. Mas por dentro… Meu Deus, por dentro queimo.
Há semanas que sinto esta sombra. Começou como um formigueiro à noite. Olho pela janela, as luzes da cidade piscam, protegem-nos do escuro. Mas o escuro chama-me. O Paulo, o meu amante. Ele mora no prédio ao lado, solteiro, olhos famintos. Mensagens no telemóvel: “Hoje? Rápido, antes que ele acorde.” O coração acelera. Olho a aliança, gemo baixinho. Eu sei que é errado. Mas o risco… o risco molha-me toda.
A Rotina Impecável e o Chamado Irresistível
Ontem, 27 de agosto, como que por castigo do destino. O céu claro, estrelas a brilhar. Eu no balcão, café na mão, a observar. Nada de nuvens, mas sinto-o aproximar-se. A mensagem: “Estacionamento das traseiras. 2h. Vem.” Hesitei. João dormia. Saí de fininho, porta rangeu, conhaque no ar. Desci as escadas, pernas tremendo. O ar fresco da noite bateu na cara. Corri para o carro, coração na garganta. E se ele acorda? E se me apanham?
Cheguei ao estacionamento escuro, atrás do prédio. Amery dormia, luzes fracas dos postes. O carro dele já lá, faróis apagados. Entrei no banco de trás, porta bateu suave. Ele virou-se, sorriso predador. “Finalmente, puta safada.” Beijou-me violento, língua na boca, mãos nas tetas. Tirei a blusa, sutiã voou. Ele chupava os mamilos duros, mordia. Eu gemia: “Rápido, Paulo, porra, ele pode acordar.” Calções dele abertos, caralho duro como pedra, veias saltadas. Segurei, punheta rápida, saliva a escorrer.
O Encontro Explosivo na Escuridão
Ele virou-me, cara contra o vidro frio. Saia subida, cuecas rasgadas. Dedos na cona molhada, “Estás ensopada, vadia casada.” Meti a mão na aliança, contrastava com a pele dele morena. Ele cuspiu na mão, passou no cu. “Queres no cu, não queres?” Sim, foda-se, quero. Empurrou devagar, dor boa, estiquei-me toda. Começou a bombar, forte, paft paft, carro balançava. Eu mordia o lábio, “Mais, caralho, fode-me o cu!” Ele acelerou, bolas batiam na cona. Gozei primeiro, cona a pulsar, jatos quentes nas coxas. Ele grunhiu, encheu-me o cu de porra quente, escorria.
Ficámos ofegantes, suor misturado. Ele beijou-me o pescoço: “Volta amanhã?” Limpei-me com lenços, vesti-me aos tremores. Corri para casa, chave tremeu na porta. João ainda dormia, TV ligada. Deitei-me ao lado, cheiro a sexo na pele. Culpa? Um bocadinho. Mas o prazer… Meu Deus, o segredo queima mais que tudo. Amanhã observo as luzes da cidade, sabendo que a sombra volta. E eu vou. Sempre vou. Esta dupla vida é o meu vício.