Sou casada há dez anos, com uma vida impecável. Trabalho em marketing, saio de casa sempre arranjadinha, salto alto, maquilhagem perfeita. O meu marido acha-me a mulher perfeita, a esposa dedicada. Mas… ai, mas tenho esta outra vida. Adoro o risco, o segredo que me faz pulsar. O carro avariou esta manhã, viagem de negócios para o interior. Tive de apanhar o comboio. Cedo, atrasos, mau humor. Na gare, no bar, vi-o. Alto, olhar direto, a comer-me com os olhos. Eu, com as minhas curvas generosas, os seios grandes a transbordar do decote, sabia que o estava a provocar sem querer. Ou querendo?
Sentei-me no cais, revista na mão, mas o coração já acelerado. Ele aproximou-se. ‘Desculpe, é o comboio para Vichy?’ Sorri, senti o rubor. ‘Sim, já vem.’ Elegante, mas com aquele ar de predador. Entrámos no comboio vazio. Sentámo-nos frente a frente. Folheei a revista, um teste: ‘És uma tigresa na intimidade?’ Ele viu, inclinou-se. ‘E tu, és?’ O meu rosto ardeu. Toquei na aliança, nervosa. ‘Sou casada, homem.’ Mas o joelho dele roçou o meu. Eletricidade. ‘Dizes não, mas os olhos dizem sim.’ Mordi o lábio. O revisor veio, perdi o bilhete. Vergonha, quase chorei. Ele defendeu-me, pagou a multa. ‘Obrigada… salvou-me.’ Apertei-lhe a mão, o contraste da minha aliança fria contra a pele quente dele. Tremi.
A Rotina Rangée e o Desejo que Queima
Levantou-se. ‘Vem, há um compartimento ali, mais calmo.’ Segui-o, pernas moles. A porta fechou. Beijou-me com fome, língua invasora. Eu respondi, mãos no peito dele. ‘Não devíamos…’, murmurei, mas já puxava a saia acima. Ele ajoelhou-se, afastou o fio dental. A minha cona depilada, molhada de antecipação. ‘Estás ensopada, tua safada.’ Lambeu-me voraz, chupando o clitóris, dedos dentro, fodendo-me com a boca. Gemidos escapavam, pernas a tremer. Deitei-me na banquette, ele em cima, 69. A boca dele na minha cona, a minha na pila dele, grossa, dura. Chupei como uma puta, engoli até à garganta, saliva a escorrer. ‘Fode-me, por favor, rápido.’ Sem condão, risco puro. Ele enfiou-se em mim, fundo, rasgando. ‘Que cona larga e babada, caralho.’ Bombava forte, os meus peitos enormes a balançar, mamilos duros. Olhei pela cortina, um gajo a espreitar. Mais excitação. ‘Mais forte, fode-me como uma cadela!’ Gozei gritando, corpo em espasmos, cona a apertar a pila dele. Ele saiu, gozou nos meus peitos, jato quente, viscoso.
O altifalante: ‘Próxima estação.’ Vestimo-nos às pressas, esperma ainda na pele, perfume a tapar o cheiro. Desci, o meu marido ali, à espera. Sorri, beijei-o, aliança brilhando. ‘Tudo bem?’ ‘Sim, amor, cansada da viagem.’ Dentro de mim, o fogo. O segredo guardado, a cona ainda latejante, o risco de ele cheirar o sexo. Adoro isto. A culpa? Pouca. A excitação? Imensa. Amanhã, volto à rotina. Mas já penso no próximo.