Sábado, 31 de julho de 1982, algures na Dordonha. Eu, Ana, casada há dez anos, secretária executiva em Lisboa, vida perfeita aos olhos de todos. Mas… ai, o meu marido acha que vim para um fim de semana de voo a vela com ‘amigos do clube’. Mentira. É para ele, o João, o piloto do Rallye. O meu amante há meses. O coração bate forte só de pensar. Olho para a aliança no dedo, brilha ao sol. ‘Hoje não aguento mais esperar’, penso.
Chego ao aeródromo, macacão justo, capacete branco na mão. Ele está lá, a alinhar o Rallye na pista. Sorri-me disfarçado. ‘Pronta, Ana?’, pergunta baixo, enquanto verifica o cabo. Eu subo ao cockpit do ASK-13, aquele dauphin risonho. Verifico tudo: comandos livres, altímetro a zero, verrière trancada. Sangrada no assento, pés nas pedais, mão no manche. Levanto o polegar. Ele agarra a ponta da asa, levanta-a. Os nossos olhos cruzam. A mão dele roça a minha perna ‘por acidente’. Sinto o calor subir. ‘Cuidado, os copains vêm aí’, sussurro, culpada mas molhada já.
O Início do Meu Segredo no Aeródromo
O Rallye arranca, eu deslizo atrás. Patin no chão irregular sacode-me toda. Decolagem suave. Ele sinaliza ascendente, puxo o cabo, solto-me. Viro esquerda, espiralo na térmica. Céu infinito, silêncio só do ar nas asas. Penso nele, no risco. Vida em casa: jantares, marido a dormir cedo. Aqui: liberdade, desejo. Variómetro sobe 2 m/s. A 800 metros, vejo o cumulus. Transição rápida, 160 km/h. Ar fresco na cara através da verrière. Mas o desejo queima mais que o sol.
Encontro outra térmica, 3 m/s. Buses planam ao lado, livres como eu queria ser. Faço corpo com o planeur. Mas o cumulo-nimbus negro avizinha-se. Hora de voltar. A 1800 metros, pico no manche, vario -2.5. Visibilidade cai, bruma. Pista avistada. Ventos fortes, 90 km/h. Aproximação dura: aéreos freios abertos, vibro toda, vario -10. Arrendo no último, patin na erva. Alívio. Coração aos pulos, adrenalina pura.
O Êxtase Proibido no Cockpit Após o Pouso
Abro verrière, solto cintos, saio a cambalear. Mas ele já aí, sozinho ainda. ‘Ana, que pouso do caralho!’, diz, olhos famintos. Puxa-me de volta ao cockpit. ‘Rápido, a chuva vem, os copains chegam.’ Fecho verrière a meia. Ele sobe, aperta-se contra mim no assento estreito. ‘Quero-te agora, vadia casada.’ Mãos dele na minha cona por cima do macacão. Rasga o fecho. ‘Estás encharcada.’ Sim, por ti, penso. Aliança roça o pau dele duro como pedra. ‘Chupa-me primeiro’, ordena. Engulo-o inteiro, boca cheia, saliva escorrendo. Ele geme: ‘Assim, boa puta secreta.’
Não aguento. ‘Fode-me, João, fode forte!’ Ele vira-me, empurra a cona inchada. Entra todo, 20 cm de grossura, rasgando. ‘Ahhh, caralho, que apertadinha!’ Bombeia urgente, cockpit cheira a sexo e suor. Mão na minha garganta, outra no clitóris. ‘Grita baixo, ou descobrem.’ Eu mordo o lábio, pernas tremem. Ritmo louco, bancos rangem. ‘Vou gozar na tua cona de casada!’ Sim, enche-me, penso no marido longe. Orgasmo explode, cona aperta, esguicho no assento. Ele jorra dentro, quente, muito.
Chuva bate forte. Abrimos verrière, ele sai primeiro. Copains chegam na 4L. ‘Boa, Ana!’ diz um, alheio. Eu abaixo a cauda, molhada por fora e dentro. No bar depois, cerveja na mão, sorrio culpada. Escapámos. O segredo fica, a excitação duplica. Vida dupla: dona de casa de dia, puta dos céus à noite. Quero mais. Muito mais.