Eu sou a Ana, 35 anos, casada há dez com o João, gerente de contas num banco em Lisboa. De dia, sou a mulher perfeita: saias alinhadas, sorrisos educados nas reuniões, jantares em família. Mas à noite… à noite, eu minto. ‘Reunião tardia’, digo ao marido pelo telefone, o coração a bater como um tambor. E venho para aqui, o apartamento do Miguel, o meu amante. Ele é o colega da colocação da minha colega de trabalho, alto, olhos escuros, e um jeito de me olhar que me derrete.
Hoje, cheguei tarde. A lua ilumina a rua, mas dentro é escuridão pura. ‘Vamos jogar ao esconde-esconde’, sussurrou ele, despindo-me o top branco e os jeans devagar. Fiquei só de cueca cor de pele, o anel de casada a brilhar no dedo, frio contra a pele quente. ‘Não abras os olhos’, mandou. Eu escondi-me na casa de banho, atrás da porta do duche, o corpo nu a tremer de excitação. O ar quente do verão cola-se à pele. Ouço os passos dele no corredor. Meu Deus, e se o João ligar? E se alguém bater à porta? Essa adrenalina… fode-me o juízo.
O Segredo que Me Consome
‘Estás onde, Ana?’, murmura ele, a voz rouca. Eu mordo o lábio para não rir. Passos na sala, no quarto. O meu coração galopa. Lembro-me das coxas dele quentes nas minhas, do suor salgado na garganta dele. Ele aproxima-se. ‘Tens dois minutos!’, grita, brincalhão. Silêncio. Abro os olhos um bocadinho. Nada. Depois, a porta range. Ele entra, acende a luz do duche de repente – água fria!
‘Aaaah, encontraste-me!’, grito, rindo e tremendo. Ele regula para morna, perfeita. Salta para dentro comigo. A luz da lua banha-nos, o top molhado cola-se aos meus seios, os mamilos duros a marcar o tecido. Ele aproxima-se, abraça-me forte. Sinto o pau dele duro contra a minha barriga, o jeans a encolher com a água. ‘Quero-te tanto’, sussurra, beijando-me sem freio. As mãos dele nas minhas nádegas, levantam-me. Eu enrosco as pernas nele, beijo voraz, línguas a dançar.
O Êxtase Rápido e o Regresso à Rotina
‘Foi-te, Miguel, rápido’, digo, ofegante. Ele baixa os meus jeans e cueca num puxão, ajoelho-me um segundo para chupar-lhe o caralho, grosso e latejante, salgado de pré-gozo. Ele geme, puxa-me o cabelo. Levanto-me, ele empurra-me contra a parede fria. ‘Estás tão molhada’, rosna, enfiando dois dedos na minha cona encharcada. Eu gemo alto, ‘Fode-me agora!’. Ele guia o caralho à entrada, pressiona devagar… entra todo, centímetro a centímetro. ‘Assim… oh foda-se’, arfo, as unhas nas costas dele. Ele bombeia forte, ritmado, a água a escorrer entre nós, misturada com os nossos sucos. Sinto-o a inchar dentro de mim, a fricção no clitóris. ‘Mais fundo!’, imploro. Ele agarra-me as tetas, belisca os mamilos, fode-me com urgência, os corpos a chapinhar. Eu venho primeiro, cona a apertar-lhe o pau, gritos abafados na boca dele. Ele explode logo depois, jatos quentes dentro de mim, gemendo o meu nome.
Ficamos ofegantes, abraçados sob a água. Ele beija-me o pescoço, eu toco no anel – lembrete da culpa. ‘Tens de ir’, diz ele, sabendo. Visto-me depressa, roupa molhada colada, cheiro a sexo. Saio, o coração ainda acelerado. No carro, rumo a casa, sorrio. O João dorme quando chego, beijo-lhe a testa. ‘Tudo bem?’, pergunta sonolento. ‘Sim, amor’. Deito-me, a cona ainda a pulsar, o esperma dele a escorrer. Amanhã, sou a esposa perfeita de novo. Mas esta noite… esta noite foi nossa. O segredo arde em mim, e já quero mais. O risco? É o que me faz viva.