Sou casada há dez anos, mãe de dois, gerente numa empresa de Lisboa. Vida impecável: casa arrumadinha nos subúrbios, jantares em família, yoga aos sábados. O meu marido é um amor, mas… falta o fogo. A aliança no dedo esquerdo brilha sempre, mas por dentro, queimo. Adoro o risco, o segredo que me faz pulsar. Hoje, volto de uma viagem de negócios. Comboio das 23h, último vagão. Quase vazio. Dois ou três tipos exaustos, cabeças tombadas. Eu? Sentada, pernas encolhidas, vestido leve colado à pele suada do verão. Sem sapatos, pés no chão frio. Olho pelo espelho diagonal. E ali está ele. Alto, ombros largos, fato verde escuro, camisa branca, gravata verde e branca. Mãos enormes virando páginas de um livro. Olhos verdes como esmeraldas. Cabelo revolto, sorriso rebelde. Sinto-o no ar: o perfume amadeirado. Os meus mamilos endurecem contra o tecido. Coração aos saltos. Entre as pernas, umidade quente. O fio dental gruda no clitóris inchado. Aperto os joelhos. Não posso… tenho de chegar a casa, beijar o marido, deitar-me ao lado dele. Mas imagino aquelas mãos na minha pele, o pau duro contra mim. A aliança pesa no dedo, mas o desejo grita mais alto.
O comboio para entre estações. Luzes apagam-se, só as de emergência. Anúncio: avaria, demora indeterminada. Ele aproxima-se. Sinto o olhar nas minhas costas, nas curvas do rabo. No espelho, vejo as pernas dele abertas, o volume no fato. Pau duro, a latejar. Ele sabe que eu vejo. Desfaz o nó da gravata, mão nos cabelos suados. Dedos roçam o pau por cima do tecido. Eu? Não aguento. Abro as pernas devagar, afasto o fio, toco o clitóris. Um gemido abafado. Ele avança. Sopra quente no meu pescoço. ‘Queres isto, não queres?’, sussurra rouco. Desabotoa o cinto, baixa as calças aos joelhos. O boxer abre, e o caralho salta, grosso, veias pulsantes, cabeça roxa. Apoia-se no meu ombro, roça na pele. Movimento lento, pré-gozo a escorrer. ‘Tão molhada…’, murmura. As mãos dele atacam os meus peitos por cima do vestido, apertam os mamilos duros. Gozo ali, mão no grelo, corpo a tremer. Ele explode: jatos quentes no pescoço, nos cabelos, na robe. Grunhe baixo, respiração ofegante. Cheiro a sexo no ar.
A Rotina Certa e o Fogo que Arde em Segredo
Levanto-me, monto nele a cavalo. O caralho ainda duro como ferro. Olhos nos olhos: ‘Mais’, digo eu, voz trémula. Desfaço a gravata devagar, acaricio a seda suave. Enrolo no pau dele, masturbo forte. Ele geme: ‘Porra, que delícia…’. Dedos dele invadem a minha cona encharcada, tocam o ponto G, roçam o clitóris. Ritmo frenético. A gravata fica molhada do meu sumo e do dele. Gozo de novo, esguicho no fato dele, no banco. ‘Quero provar-te’, digo, e chupo a cabeça que sobressai. Ele tenta puxar: ‘Não, vais engolir tudo’. Goza na boca, jato grosso na garganta. Engulo, o resto escorre no queixo. Comboio mexe-se de novo. Ajeito a robe, calço os sapatos. Ele fica ali, ofegante, fato sujo. ‘Obrigada’, sussurro com um sorriso culpado. Saio no meu apeadeiro, espero o comboio partir. Vejo-o a vestir-se pela janela. Coração a mil. Chego a casa, marido dorme. Tomo duche rápida, deito-me ao lado dele. A aliança brilha, o pescoço ainda arde com o cheiro dele. Amanhã, mais uma dia certinho. Mas já ansio o próximo comboio. Esta dupla vida… vicia-me.