Acordei antes do galo, o meu marido ainda a roncar ao lado. Ontem, na basílica de Orcival, o silêncio da cripta mexeu comigo. Pouca gente, só eu e os meus pensamentos. Depois, o lago de Servières, calmo, com pescadores ao fim da tarde. Parámos no café-gîte ali ao lado, na estrada departamental. Eu, a Ana, casada há 15 anos, advogada em Lisboa, vida certinha, família, casa impecável. Mas ontem, ao folhear um livro na estante, cruzei-me com aquele grupo de jovens randonneurs. Ele destacava-se: uns 30 anos, sorriso doce, cabelo encaracolado grosso, polares verdes. Os olhos dele prenderam-se nos meus por um segundo. Demasiado breve. O coração acelerou. Senti a aliança no dedo, pesada, mas a cona já latejava.
Voltei à estante de baixo, peguei num velho Kodak avariado, só para disfarçar. Olhei pela janela, mas na cabeça era ele. O marido chamou-me para irmos embora. Jantámos no nosso chalé ali perto, na montanha, entre os Puys e o Sancy. A fonte ao lado murmurava água, apaziguadora. Mas eu não pregava olho. Culpa? Um bocadinho. Excitação? Muito mais. ‘Amanhã dou uma volta cedo’, disse-lhe esta manhã, mentindo. ‘Preciso de ar fresco’. Ele resmungou ok, virou-se. Saí, coração aos saltos, a adrenalina a ferver. Caminhei até ao lago, o ar frio da altitude a arrepiar a pele. O café abria cedo. Ele lá estava, sozinho na esplanada, café na mão. ‘Bom dia’, sorri eu, voz tremida. ‘Ontem vi-te no grupo’. Ele riu: ‘E tu eras a portuguesa misteriosa’. Conversa solta, randonnées, o GR ali perto. Mas os olhares… quentes. ‘Queres ver o lago de perto?’, perguntei, voz baixa. Ele hesitou: ‘O teu marido?’. ‘Está a dormir. Rápido’. A cona já escorria dentro das cuecas.
O Segredo que Começou a Ferver
Arrastámo-nos para trás do gîte, um canto escondido com arbustos e vista para a água vulcânica. Ninguém por perto, mas o risco… carros na estrada, randonneurs a acordar. Ele puxou-me contra uma árvore, beijou-me com fome. ‘Estás molhada’, murmurou, mão na minha saia. ‘Faz-me gozar’, implorei, ofegante. Desabotoou as calças, o caralho saltou, duro, grosso, veias pulsantes. Eu agachei-me, chupei a cabeça, salgada, lambi as bolas peludas. ‘Caralho, que boca’, gemeu ele. Levantei-me, virei-me, saia às ancas. Ele cuspiu na mão, esfregou na cona aberta, lábios inchados. ‘Mete já!’, ordenei. Empurrou forte, encheu-me até ao fundo. A aliança roçava na casca da árvore, lembrete do meu casamento. Fodia-me rápido, brutal, pa-pa-pa, bolas a bater no cu. ‘Mais forte, fode-me como uma puta!’, gritei baixo. O coração martelava, suor a colar a blusa. Sentia-o a inchar, a cona a apertar. ‘Vou gozar!’, avisou. ‘Dentro, enche-me!’, supliquei. Jatos quentes, espessos, a rebentar dentro. Eu trema, orgasmo violento, pernas moles, sumo a escorrer pelas coxas.
Ajoelhei-me, limpei-o com a boca, engoli o resto. ‘Incrível’, disse ele, ofegante. ‘Tem de ser segredo’. Abracei-o um segundo, depois fugi. Voltei ao chalé a correr, cara corada, cheiro a sexo no ar. O marido acordou: ‘Volteste cedo’. ‘Sim, o ar fez bem’, sorri, cona ainda a pulsar com o esperma dele dentro. Tomei banho rápido, culpa misturada com tesão puro. Agora, enquanto ele come o pequeno-almoço, eu sorrio por dentro. A minha dupla vida: de dia, esposa perfeita; de noite, ou melhor, de manhã, puta viciada no risco. O segredo arde, e eu quero mais. Amanhã, quem sabe, outro randonneur? O frisson não para.