Eu sou a Ana, 42 anos, casada há 18 com o João, gerente de banco em Lisboa. Vida perfeita no papel: casa em Cascais, duas filhas crescidas, jantares em família. Mas… há um segredo. Um que me deixa o coração aos saltos só de pensar.
Há vinte anos, as janelas da nossa casa velha em Sintra tinham gelo que rastejava como amantes. Eu via figuras nos cristais: rostos pálidos, lábios colados, olhos brilhando. Era ele, o Miguel, o vizinho que me olhava de longe. Uma noite de neve rara, ele bateu à porta. ‘Preciso de aquecer’, disse. Aquecemos um ao outro. Desde então, é assim. Dupla vida.
O Segredo que Começou Há Vinte Anos
Hoje, janelas novas de alumínio, isoladas, sem gelo. Nada desenha o nosso desejo. Mas sinto-o sempre. Esta manhã, no trabalho, o telemóvel vibra. ‘Estou perto. Vens?’ Meu Deus, o João chega às 19h. ‘Sim, mas rápido.’ Saio ‘a comprar pão’. Coração dispara. A aliança no dedo pesa como crime. Mas a cona já molha só de imaginar.
Corro para o carro dele, estacionado numa rua lateral, atrás do supermercado. Frio corta a pele, mas entro e o calor explode. ‘Saudades, puta minha’, murmura ele, puxando-me para o banco de trás. Beijos famintos, línguas que se devoram. Mãos dele na minha saia, sobe direto. ‘Estás encharcada.’ Sim, traidora. Eu abro as pernas, ele enfia dois dedos na cona, mexe forte. Gemo baixo, ‘Cuidado, podem ver.’ Mas adoro o risco.
O Encontro Explosivo no Frio do Inverno
Desabotoo as calças dele. O caralho salta, duro como pedra, veias pulsando. Chupo voraz, engulo até à garganta. Ele geme, ‘Fode, Ana, assim.’ Engasgo um pouco, saliva escorre, mas continuo, lambendo as bolas. Ele me puxa, vira-me de quatro no banco apertado. Saia subida, cuecas de lado. ‘Vou-te foder agora.’ Entra de rompante, fundo, sem camisinha. ‘Ahhh, caralho!’ Dói e excita. Ele bate forte, mãos na minha bunda, tapa leve. ‘Gostas, casadinha?’ Sim, fodo-te como ele nunca fode.
Ritmo urgente, carro balança um pouco. Olho pela janela embaçada, vizinhos podem passar. Coração explode, cona aperta o pau dele. ‘Goza dentro, rápido!’ Ele acelera, grunhe, enche-me de porra quente. Eu venho logo depois, tremendo, mordendo o lábio para não gritar. Saímos pingando, cheiro de sexo no ar.
Visto-me às pressas, aliança brilha acusadora contra a mão dele que ainda acaricia. ‘Até amanhã?’ ‘Talvez.’ Beijo rápido, saio. Corro para casa, pernas fracas. Chego, preparo o jantar. João entra: ‘Onde estiveste?’ ‘Compras.’ Sorrio, porra escorrendo devagar pela coxa. Sento à mesa, falamos do dia. Ele beija-me a testa. Eu? Arde por dentro. Culpa? Pouca. Excitação? Total. Amanhã, mando mensagem de novo. Esta dupla vida… é o meu oxigénio. O gelo derreteu nas janelas, mas o fogo continua. Só nosso.