Era um domingo de tarde cinzento, no meio do inverno. O tipo de dia que me faz querer ficar enfiada na cama com o meu marido, mas ele estava a trabalhar no escritório em casa, mergulhado nos papéis. Eu, Maria Teresa, casada há 15 anos, gerente num banco, vida organizada, jantares em família, yoga às terças. Mas sentia falta de algo. Saí para um concerto de música de câmara na sala do conservatório. Não é o meu favorito, prefiro orquestras grandes, cheias, que me envolvem. Mas precisava de ar.
O espetáculo era bom, calmo. No intervalo, fui buscar uma cerveja. Multidão, empurrões. Bati num homem, mais ou menos da minha idade, alto, olhos calmos. ‘Desculpa!’, disse eu, com um sorriso que me saiu natural. Ele sorriu de volta. Meu Deus, aquele sorriso. Foi como um choque. Senti o coração acelerar. Afastei-me para uma mesa ao canto, sozinha, a observar a gente. Ele veio atrás.
O Acidente no Intervalo e a Tensão do Desejo
‘Sinto muito outra vez’, disse, sentando-se. ‘Gostas do concerto?’ ‘É bom’, respondi. Silêncio. Ele tinha um ar sereno, como se observasse o mundo sem pressa. Vestia camisa simples, mas o olhar… Olhei para a minha aliança a brilhar no dedo. Casada. Rotina. Mas ele falava de música, de preferir o conjunto ao individual. ‘Eu também. Cansada de performances’, confessei. Rimos. ‘Chamo-me Miguel.’ ‘Maria Teresa. E tu, o que fazes?’ ‘Escrevo, crio histórias.’ A conversa fluiu, profunda. Ele via em mim algo real, autêntico. O meu vestido castanho-claro, decote discreto, realçava as minhas curvas. Senti o olhar dele ali, e um calor subiu.
O intervalo acabou, mas eu não queria ir. ‘Tenho de descansar, semana dura’, disse, levantando-me. Ele pediu para nos vermos. ‘Sábado, 18h, no Restaurante O Palácio. Gosto de mariscos, ostras… viscosas na boca.’ Sorri maliciosa. Saí, virei-me, sorri de novo. O coração batia forte. Em casa, beijei o marido na testa. ‘Foi bom o concerto?’ ‘Sim, amor.’ Mentira pequena. Mas o desejo já queimava.
O Gozo Rápido e o Regresso à Rotina
A semana foi um inferno de tensão. Rotina: trabalho, casa, marido a roncar ao lado. Mas pensava nele. Sábado, cheguei ao Palácio com 30 minutos de atraso. Não por mal, pânico. Vi-o entrar, elegante. Sentei-me connosco. ‘O que se passa?’ ‘Cheguei cedo, vi-te… Enlouqueci. A minha vida é tranquila, marido fiel, casa perfeita. Mas tu… Fazes-me querer saltar para as correntezas. Medo de me partir outra vez.’ Ele ouviu, olhos profundos. Comemos ostras, vinho. ‘Gostas de mim assim, real?’ ‘Sim, bandante.’ Ri, corada. A mão dele roçou a minha, a aliança fria contra o calor da pele dele.
Não aguentei. ‘Vamos sair daqui.’ Pagámos, fomos para o carro dele, estacionado num beco escuro perto do rio. Urgência. ‘Não devíamos…’, hesitei, mas beijei-o. Línguas urgentes, mãos ávidas. Desabotoou o meu vestido negro, decote baixo, pendent com lápis-lazúli entre os seios. ‘Que puta casada deliciosa’, murmurou. Senti a cona a pulsar. Tirei-lhe a camisola, beijei o peito. Ele baixou as minhas cuecas, dedos dentro, molhada já. ‘Estás encharcada, safada.’ Gemi. ‘Fode-me rápido, antes que me vejam.’ Ele virou-me, contra o carro, saia subida. Pau duro, grosso, entrou de rompante. ‘Ahhh, caralho!’ Empurrões violentos, o carro a balançar. A aliança batia no metal frio. Coração aos pulos, medo de alguém passar, adrenalina pura. ‘Mais forte, fode a tua puta casada!’ Gozei primeiro, cona a apertar, pernas a tremer. Ele veio logo, jorrou dentro, quente. ‘Porra, que tesão.’ Limpámo-nos às pressas, risos nervosos.
Voltei a casa às 22h. Marido: ‘Jantar com colegas?’ ‘Sim, prolongou-se.’ Beijei-o, cheiro a sexo ainda na pele. Deitei-me, cona dolorida, sorriso culpado. Amanhã, yoga, banco, família. Mas o segredo arde. Sou duas: a esposa perfeita e a vadia excitada. O risco? Viciante. Quero mais.