Sou a Ana, 38 anos, casada há 12 com o João. Trabalho como gerente num escritório em Lisboa, saias justas, blusas impecáveis, sorriso para todos. Vida perfeita, dizem. Mas por dentro… queimo. Adoro o risco, o segredo que me faz pulsar. O meu marido é terno, rotineiro. Eu preciso de mais. Hoje, depois da reunião das 18h, o coração já batia forte. ‘Só um copo rápido’, pensei. Mas sabia que era mentira.
Entro no O Trovador, barzinho escondido no Bairro Alto. Luzes baixas, cheiro a gin e limão. Ele está lá, no balcão. Camisa branca, maxilar forte, relógio caro. Olha-me e sorri. Sento ao lado. A minha aliança brilha sob a luz fraca. ‘Um gin tónico?’, pergunta. ‘Sim, seco’, respondo, voz baixa. Falamos de trivialidades – trabalho, cidade. Os dedos dele roçam o meu braço. Sinto o calor subir. Olho para o relógio: 19h30. O João espera-me em casa para o jantar. ‘Preciso ir’, digo. Mas os olhos dele dizem não.
O Chamado do Proibido Após o Dia Comum
‘Vem’, sussurro. Vamos às casas de banho do fundo. Cheiram a limpo, porta fecha com um clique. Adosso-o à parede. ‘Tens medo?’, pergunto, mão no cinto dele. ‘Um pouco’, ri nervoso. Desabotoo. O caralho salta, duro, quente, veia pulsando. Grande, perfeito. A minha mão esquerda – com a aliança – faz um anel na base. Frio do metal contra a pele dele. Ele geme baixo. Ajoelho-me, saia subida nas coxas. Olho para cima: ‘Quero-te na boca.’ Engulo o cabeça, língua em volta, salgado. Chupo devagar, saliva escorrendo. Ele tenta empurrar, mas a mão no ventre para-o. ‘Eu mando.’ Batimentos no peito, adrenalina: e se alguém entra?
O Gozo Rápido e o Regresso ao Fingimento
Acelero. Boca cheia, lábios apertados, mão bombeando. Smack, smack, som molhado. A língua faz círculos na glande, sinto-o inchar mais. ‘Porra, Ana…’, geme. ‘Cala-te e goza.’ Engulo fundo, garganta abre, nariz no púbis dele. Cheiro a homem, suor. Ele agarra o meu cabelo, puxa leve. Eu controlo: paro, lambo as bolas, chupo uma, depois volto. Ele treme. ‘Vou…’. ‘Dá-me tudo.’ Três chupadelas fortes, mão rápida. Goza. Jatos quentes, espessos, na boca. Engulo, gosto salgado-amargo fica. Tusso leve, rio. Limpo com a língua, lambo até secar. Levanto-me, botoãoo-o. ‘Incrível’, diz, ofegante.
‘Shiu. Volta para a tua vida.’ Saio primeiro, espelho mostra lábios inchados, olhos brilhantes. No balcão, outro gin rápido. 20h. Pego no carro, dirijo para casa. Coração ainda disparado. Chego, João beija-me: ‘Onde estavas?’. ‘Reunião atrasada.’ Sorrio, sinto o resto na garganta. Janto, conversamos banalidades. Deito-me ao lado dele, mão na aliança. Amanhã, mais um dia ‘normal’. Mas esta boca… ela sabe o segredo. O risco de ser apanhada? Mata-me de excitação. Quero mais. Já penso no próximo bar.