Eu sou a Ana, 38 anos, casada com o João há 15. Advogada numa firma chique no Chiado, mãe de dois putos crescidos. Lá fora, sou a mulher perfeita: saias alinhadas, aliança de ouro brilhando no dedo, jantares em família. Mas por dentro… ai, por dentro queimo. Toda sexta, invento ‘reunião tardia’. Saio de casa com o coração aos pulos, o telemóvel no silencioso para não ouvir o João a perguntar onde estou. Dirijo pela cidade à noite, luzes de Lisboa a dançar no para-brisas. Procuro aquela rua longa perto dos bares, iluminada como um palco. Pareço calma, mas sinto a humidade entre as pernas só de pensar no risco. E se me vissem? E se o João ligasse agora? A aliança pesa no dedo, fria contra o volante quente. Mas o desejo vence. Sempre vence.
Ralentizo o carro. Vejo-os: homens à espera, tipos bons, com olhares famintos. Paro. Um deles, o Ricardo, alto, barba por fazer, olhos pretos que me devoram, aproxima-se. Bate na janela. Abro um pouco. ‘Boa noite, linda. Precisas de companhia?’ A voz rouca me arrepia. Hesito. ‘Entra. Mas rápido, tenho de voltar cedo.’ Ele sorri, safado, entra no banco do passageiro. O cheiro dele invade: suor misturado com colónia barata. Olho para a aliança, guilty, mas a boceta já pulsa. ‘Onde vamos?’ pergunta ele, mão já na minha coxa. ‘Ali perto, centro comercial. Parking vazio.’ Arranco, coração martelando. A chuva começa, gotas grossas no vidro. Perfeito. Ninguém vê nada.
A Rotina Perfeita e o Desejo que Me Consome
Estaciono no escuro, atrás dos prédios gigantes. Chuva bate forte, como tambores. Viro-me para ele. ‘Não temos muito tempo.’ Ele ri baixo. ‘Eu faço valer.’ Puxa-me para si, beija-me com fome, língua invasora. Sinto o pau dele duro contra mim. As mãos dele sobem a saia, rasgam as cuecas. ‘Estás molhada pra caralho, Ana.’ Gemo. Tiro a aliança? Não. Deixo-a lá, brilhando enquanto agarro o caralho dele por cima das calças. Duro como pedra. Desabotoo, saco-o. Grande, veias saltadas. Chupo a cabeça, salgado, enquanto ele geme ‘Porra, que boca boa, puta casada.’ Engulo mais, baba escorrendo, ele fode a minha boca devagar. Mas quero mais. Subo, sento no colo dele. A saia enrolada na cintura. Ele guia o caralho à entrada da cona. Entra num empurrão. ‘Ahhh! Fode-me forte!’ Cavalgado selvagem, bancos a ranger. Chuva abafa os gemidos. Sinto-o todo, a esticar-me, bater no fundo. Unhas nas costas dele, mordidas no pescoço. ‘Mais rápido, o meu homem espera-me!’ Ele agarra os meus peitos, mama para fora do sutiã, chupa o mamilo duro. Gozo primeiro, cona a apertar o pau dele, pernas a tremer. Ele explode dentro, quente, sem camisinha – o risco me mata de tesão. ‘Enche-me, sim!’
Ficamos ofegantes, suor e chuva no ar. Ele beija-me suave agora. ‘Incrível, volta quando quiseres.’ Saio dele, cona a pingar porra. Limpamos rápido com lenços. ‘Vai-te embora primeiro.’ Ele sai a correr na chuva. Eu arranjo a saia, coloco a aliança direitinha. Ligue o motor. O telemóvel vibra: ‘Onde estás, amor?’ Sorrio, guilty mas viva. ‘Já chego, atrasada no trânsito.’ Volto para casa, cheiro a sexo no carro, porra a secar nas coxas. O João dorme quando entro. Deito ao lado dele, cona ainda sensível, lembro cada centímetro do caralho do Ricardo. Amanhã sou a esposa perfeita de novo. Mas sei: na próxima sexta, volto. O segredo me faz pulsar. Adoro esta dupla vida. O risco… é o meu vício.