Minha Dupla Vida: A Enfermeira Casada e o Amante Escritor

Eu sou Eglantine, enfermeira no hospital, casada com o Pichon, um contabilista certinho. Vida organizada: casa no 19º, almoços em família, aliança no dedo que brilha no trabalho. Mas por dentro… ai, por dentro queimo. Tudo começou naquela livraria de bairro, novembro de 2001. Lucien Gatimel, o escritor de barba preta e cachecol vermelho, assinava livros. Eu entrei fugindo do frio, segurei o romance antigo dele. ‘Fã da primeira hora?’, disse ele, olhos devorando-me. Falámos de livros, vizinhança. Ele morava ali perto. Semanas de olhares, sorrisos nas filas do pão. Eu, casada, mas o coração acelerava. Culpa? Pouca. Excitação? Toda.

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Hoje, pós-turno, o telemóvel vibra. ‘Vem já, preciso de ti.’ Lucien. O marido acha que vou ao ginásio. Corro pelas escadas do prédio antigo, isolamento péssimo – ouço a música do vizinho gnome, Berthier, a martelar. Bato à porta dele, 22h. Ele abre, olhos famintos. ‘Eglantine, minha musa.’ Fecho a porta, coração aos pulos. ‘Rápido, tenho de voltar antes que o Pichon chegue.’ Ele ri, puxa-me contra si. Cheiro a tabaco e papel velho. Mãos dele nas minhas tetas, por cima do uniforme. ‘Estás molhada, safada.’ Sim, estou. A aliança fria no dedo roça o zipper das calças dele. Sinto o pau duro, grosso, pulsar.

O Segredo que Começou na Livraria

Ele empurra-me contra a parede, rasga as collants. ‘Levanta a saia, mostra essa cona.’ Obedeço, pernas a tremer. Dedos dele entram em mim, molhados já. ‘Caralho, que quentinha.’ Gemo baixo, medo de alguém ouvir. ‘Fode-me agora, Lucien.’ Ele vira-me, pau na mão, espeta de uma vez. Encho-me toda, estico. ‘Assim, puta casada.’ Bombo contra a parede, ritmado. Mão na boca para não gritar. O pau dele entra fundo, bate no fundo, sucos a escorrer pelas coxas. ‘Sinto a tua aliança na minha bola’, rosna ele. Acelero o rabo, contra ele. ‘Mais forte, vai, goza dentro.’ Ele agarra os cabelos, fode como animal. Sinto vir ao rubro, cona a apertar. ‘Vou jorrar, aceita tudo.’ Sim, aceito. Calor invade-me, esperma quente a encher. Trememos juntos, suados, ofegantes.

Ele beija-me o pescoço. ‘Vai, antes que te apanhem.’ Ajusto a saia, collants rasgados no bolso. Desço as escadas, pernas moles, cheiro de sexo na pele. Chego a casa, Pichon no sofá, jornal na mão. ‘Treino bom?’ Sorrio, ‘Perfeito.’ Janto, beijo-o na cara. Mas por dentro… o segredo pulsa. A aliança brilha inocente, mas sinto o esperma dele ainda a escorrer. Amanhã, hospital, rotina. Mas sei: o Lucien liga outra vez. Essa dupla vida – culpa mínima, prazer máximo. O risco de ser apanhada? É o que me faz viva. Quero mais.

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