Sou casada há dez anos, vida certinha. Trabalho no serviço de clientes de uma empresa de informática em Lisboa. O meu marido leva-me de manhã e vem buscar-me à noite. Rotina perfeita, ou assim parece. Aliança no dedo, casa arrumadinha, jantares em família. Mas dentro de mim… um fogo que não apago.
Todos os dias, por volta das dez e um quarto, cruzo-me com ele. Alto, olhos penetrantes, sorriso que me desarma. No início, só olhares. O coração acelera, sinto um calor entre as pernas. ‘Bom dia’, diz ele, voz grave. Eu sorrio, disfarço. Mas já sei o caminho todo de cor por causa dele. Às vezes no parque, outras perto da igreja. Ele é o meu segredo matinal.
O Segredo que Começou com um Olhar
Começámos a parar no café da esquina. Quinze minutos, no máximo. Falo do trabalho, ele da biblioteca onde labuta. Mas os olhares dizem mais. As mãos roçam, acidentalmente. Sinto a aliança fria contra a pele quente dele. ‘Quero-te’, sussurra um dia. Eu? Eu, a senhora respeitável? ‘Eu também’, respondo, voz tremendo. Culpa? Sim, um bocadinho. Mas o desejo… ah, o desejo ganha sempre.
Ontem, não aguentei. Vestida com saia fenda alta, blusa justa, saltos que realçam as pernas. Ele vê-me, pega-me na mão. Vamos ao banheiro do café, porta fraca, luz fraca. Coração a bater como louco. ‘Rápido, o meu marido liga às onze’, digo, ofegante. Ele empurra-me contra a parede, mãos na minha saia. Levanto-a, string de lado. ‘Estás tão molhada’, murmura, dedos dentro de mim. Gemo baixo, unhas nas costas dele.
O Êxtase Rápido e o Regresso à Rotina
Beijo-o com fome, saboreio o gosto dele. Ajoelho-me, zipper abaixo, caralho duro na boca. Chupo forte, língua na glande, bolas na mão. Ele geme, ‘Porra, que boca’. Levanto-me, viro-me, apoiei-me na pia. ‘Fode-me agora’. Ele entra de rompante, cona encharcada a engoli-lo todo. Aliança brilha enquanto agarro a borda. Ele agarra as minhas nádegas, bate forte, ritmo urgente. ‘Mais, mais fundo’, peço, voz rouca. Dedos no cu, dois de uma vez, massajo por dentro. Sinto-o pulsar, quente.
Ouço passos lá fora. Pânico delicioso. ‘Vem, goza dentro’, suplico. Ele acelera, claques das coxas dele no meu rabo. Gozo primeiro, cona a apertar, pernas a tremer. Ele explode, jorra quente no meu ventre. ‘Amanhã?’, pergunta, ofegante. ‘Sim’, digo, limpando o esperma que escorre. Beijo rápido, saio primeiro, fico sexy como sempre.
Volto ao trabalho, secretária impecável. Respondo emails, sorrio para colegas. Mas sinto-o ainda: o sêmen a secar dentro de mim, o cheiro dele na pele. Marido liga: ‘Tudo bem, amor?’. ‘Perfeito’, minto, coração disparado. No carro à noite, mão dele na minha coxa, penso no outro. Culpa? Pouca. Excitação? Total. Esta dupla vida… é o meu vício. O risco de ser apanhada, o contraste da aliança com o caralho dele na memória. Amanhã, outro café, outro risco. Não paro. Não quero parar.